mas as vezes acontece delas se sucederem e acabar em 14 semanas ruins seguidas.
Era pra ser dias bons e saudáveis, mas o destino não permitiu e eu tenho uma expressão para o que estou sentindo nesse momento, que seria algo como a vida me deu um tapa na cara e saiu correndo antes mesmo que eu pudesse esboçar uma reação.
que vibe.
é uma pena que certas coisas eu não posso contar aqui pra vocês, sabe. por questões de bom senso e de respeito a outras pessoas que fazem parte da minha vida e não quero expor ninguém ao ridículo. Sei que se a situação fosse inversa, talvez eu seria exposta por muitas delas mas não é essa a questão.
a questão é que eu queria ser mais leve comigo mesma quando o mundo está pesado demais pra mim. Já me basta tanto peso pra carregar que eu não preciso ser mais um. Eu queria aprender a rir mais das coisas em vez de praguejar e desejar que as pessoas morram. Queria parar de sofrer por antecedência ao sinal de qualquer mera ameaça de negatividade, porque aí eu já entrego os pontos e ajudo a dar errado no lugar de tentar salvar as coisas.
Daí estava comprando um sorvete pra amenizar o calor e havia essa senhorinha falando, falando e falando e nem sei ao certo com quem até que do nada ela vira pra mim e pergunta:
- ... mas ou a gente acredita na luz no fim do túnel ou a gente morre, não é mesmo mnha filha? mesmo que não tenha luz nenhuma a gente finge que acredita, porque se não tivermos mais em que acreditar não tem mais sentido viver.
e eu pensei: mas gente, como faz? e quando nem fingir você consegue. como se você já tivesse entregado os pontos e deixado a vida tomar sua ordem natural das coisas enquanto automaticamente ela vai te levando não se sabe pra onde e você passa a viver do inesperado. Não faz mais planos, não espera por mais nada, não almeja coisa alguma, simplesmente deixa vir...ou ir. Porque não é questão de ser pessimista também, porque o pessimista sempre acha que vai se fuder. e eu? bom, meus amigos, eu não acho nada. Aliás, eu acho que tudo pode acontecer. Então, de certa forma eu ainda tenho uma certa crença.
crença na impermanência das coisas, de que hoje está bom e amanhã pode estar ótimo. mas também pode estar um horror. e prova desse horror foi aquela minha semana ruim que se tornou 14 semanas.
no fim das contas, logicamente, eu não falei nada disso, porque longe de mim passar terror pra terceira idade. Apenas concordei com a cabeça e disse algumas palavras soltas, tipo:
- sim, claro. luz, no túnel, acreditar.
e vim embora pensando que só queria comprar um sorvete e não elaborar filosofias de vida, puta que pariu.
9 comentários:
por mais melancolico e tenso que seja o post, no final vc sempre arruma um jeito de dar uma zuadinha né kkkkk comédia
adoro
se fosse eu fazia da velhinha minha psicologa gratis e falava da vida o resto da tarde
eu entendo! tive uma semana ruim tambem que se sucedeu em 5 semanas ruins e só nessa semana agora as coisas parecem melhorar um pouquinho
eu ainda acredito na luz no fim do tunel, concordo com a senhorinha
mas o mais importante disso tudo ninguem comentou:?
E O SORVETE, TAVA GOSTOSO?
muito bem notado montanari!
conhecendo teu blog hoje e adoreeei!
bjos
alicia
eu tambem sou da filosofia de qe tudo pode acontecer, seja bom ou ruim!
eu entendo que certas coisas vc não possa contar, tem coisas que é foooda, mas espero que tudo se resolva!
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