Depois de quase morrer de tanto espirrar eu tomei vergonha na cara e procurei um alergista. deveria ter feito isso 1 ano atrás, mas é de mim que estamos falando né.
então não...
daí cheguei 2 minutos, eu disse 2 MINUTOS atrasada e uma pessoa passou a minha frente, fazendo eu ser atendida tipo 40 minutos depois do meu horário marcado. Ok né, nem reclamei visto que eu estava lá de boa curtindo o ar condicionado após enfrentar o sol do capeta que fazia lá fora.
Quando finalmente fui ser atendida o médico foi passar meu cartão do plano na maquininha e obviamente ele não passou, o motivo ainda não sabemos, já estava pegando minha bolsa pra ir embora chorar, foi então que o médico resolveu me atender mesmo assim... por pena, acho!
Gente, mal sentei ele veio reclamar da vida...tipo, q? os motivos porque:
a) estava ocupadíssimo no consultório tendo que exercer mil funções já que a secretária dele está de férias.
e b) o carro dele deu problema e ele teve que ir trabalhar de táxi.
olha meu senhor, se eu te contasse que além de não ter carro, eu não tenho sequer dinheiro pra táxi sendo obrigada a interagir e se encoxada por estranhos em transporte público, talvez o senhor perceba que sua vida não é tão ruim assim.
só talvez.
mas então mal comecei a falar meu problema e sou interrompida pelo telefone, que ele teve que atender. minutos depois alguém tocou a campanhia do consultório e ele se retirou da sala pra ir atender. quando finalmente voltou e sentou...
... a campanhia tocou outra vez. Pelo amor de J.C.
Só sei que ele deu um suspiro tão descontente que eu falei "doutor, pode deixar comigo".
Juro! Levantei e fui lá abrir a porta pra outro paciente e assim finalmente ser atendida.
e gente, que secretária louca é essa que tira férias sem ao menos providenciar alguém temporário e deixa o pobre do médico lá sozinho louco do cu pra fazer mil coisas ao mesmo tempo? considerando que as funções que não era de sua rotina de médico, ele fazia ,digamos, extremamente leeeeento.
tudo isso pra descobrir que TALVEZ eu tenha alergia a fungos. no fim ele me deu o encaminhamento pra eu furar o braço e recolher sangue e me disse:
- depois trás o resultado do exame pra gente ver como é que fica.
PRA GENTE VER COMO É QUE FICA. gente!
sei nem o que dizer.
Todo mundo tem uma semana ruim
mas as vezes acontece delas se sucederem e acabar em 14 semanas ruins seguidas.
Era pra ser dias bons e saudáveis, mas o destino não permitiu e eu tenho uma expressão para o que estou sentindo nesse momento, que seria algo como a vida me deu um tapa na cara e saiu correndo antes mesmo que eu pudesse esboçar uma reação.
que vibe.
é uma pena que certas coisas eu não posso contar aqui pra vocês, sabe. por questões de bom senso e de respeito a outras pessoas que fazem parte da minha vida e não quero expor ninguém ao ridículo. Sei que se a situação fosse inversa, talvez eu seria exposta por muitas delas mas não é essa a questão.
a questão é que eu queria ser mais leve comigo mesma quando o mundo está pesado demais pra mim. Já me basta tanto peso pra carregar que eu não preciso ser mais um. Eu queria aprender a rir mais das coisas em vez de praguejar e desejar que as pessoas morram. Queria parar de sofrer por antecedência ao sinal de qualquer mera ameaça de negatividade, porque aí eu já entrego os pontos e ajudo a dar errado no lugar de tentar salvar as coisas.
Daí estava comprando um sorvete pra amenizar o calor e havia essa senhorinha falando, falando e falando e nem sei ao certo com quem até que do nada ela vira pra mim e pergunta:
- ... mas ou a gente acredita na luz no fim do túnel ou a gente morre, não é mesmo mnha filha? mesmo que não tenha luz nenhuma a gente finge que acredita, porque se não tivermos mais em que acreditar não tem mais sentido viver.
e eu pensei: mas gente, como faz? e quando nem fingir você consegue. como se você já tivesse entregado os pontos e deixado a vida tomar sua ordem natural das coisas enquanto automaticamente ela vai te levando não se sabe pra onde e você passa a viver do inesperado. Não faz mais planos, não espera por mais nada, não almeja coisa alguma, simplesmente deixa vir...ou ir. Porque não é questão de ser pessimista também, porque o pessimista sempre acha que vai se fuder. e eu? bom, meus amigos, eu não acho nada. Aliás, eu acho que tudo pode acontecer. Então, de certa forma eu ainda tenho uma certa crença.
crença na impermanência das coisas, de que hoje está bom e amanhã pode estar ótimo. mas também pode estar um horror. e prova desse horror foi aquela minha semana ruim que se tornou 14 semanas.
no fim das contas, logicamente, eu não falei nada disso, porque longe de mim passar terror pra terceira idade. Apenas concordei com a cabeça e disse algumas palavras soltas, tipo:
- sim, claro. luz, no túnel, acreditar.
e vim embora pensando que só queria comprar um sorvete e não elaborar filosofias de vida, puta que pariu.
Era pra ser dias bons e saudáveis, mas o destino não permitiu e eu tenho uma expressão para o que estou sentindo nesse momento, que seria algo como a vida me deu um tapa na cara e saiu correndo antes mesmo que eu pudesse esboçar uma reação.
que vibe.
é uma pena que certas coisas eu não posso contar aqui pra vocês, sabe. por questões de bom senso e de respeito a outras pessoas que fazem parte da minha vida e não quero expor ninguém ao ridículo. Sei que se a situação fosse inversa, talvez eu seria exposta por muitas delas mas não é essa a questão.
a questão é que eu queria ser mais leve comigo mesma quando o mundo está pesado demais pra mim. Já me basta tanto peso pra carregar que eu não preciso ser mais um. Eu queria aprender a rir mais das coisas em vez de praguejar e desejar que as pessoas morram. Queria parar de sofrer por antecedência ao sinal de qualquer mera ameaça de negatividade, porque aí eu já entrego os pontos e ajudo a dar errado no lugar de tentar salvar as coisas.
Daí estava comprando um sorvete pra amenizar o calor e havia essa senhorinha falando, falando e falando e nem sei ao certo com quem até que do nada ela vira pra mim e pergunta:
- ... mas ou a gente acredita na luz no fim do túnel ou a gente morre, não é mesmo mnha filha? mesmo que não tenha luz nenhuma a gente finge que acredita, porque se não tivermos mais em que acreditar não tem mais sentido viver.
e eu pensei: mas gente, como faz? e quando nem fingir você consegue. como se você já tivesse entregado os pontos e deixado a vida tomar sua ordem natural das coisas enquanto automaticamente ela vai te levando não se sabe pra onde e você passa a viver do inesperado. Não faz mais planos, não espera por mais nada, não almeja coisa alguma, simplesmente deixa vir...ou ir. Porque não é questão de ser pessimista também, porque o pessimista sempre acha que vai se fuder. e eu? bom, meus amigos, eu não acho nada. Aliás, eu acho que tudo pode acontecer. Então, de certa forma eu ainda tenho uma certa crença.
crença na impermanência das coisas, de que hoje está bom e amanhã pode estar ótimo. mas também pode estar um horror. e prova desse horror foi aquela minha semana ruim que se tornou 14 semanas.
no fim das contas, logicamente, eu não falei nada disso, porque longe de mim passar terror pra terceira idade. Apenas concordei com a cabeça e disse algumas palavras soltas, tipo:
- sim, claro. luz, no túnel, acreditar.
e vim embora pensando que só queria comprar um sorvete e não elaborar filosofias de vida, puta que pariu.
to vivona
cabô carnaval, cabô euforia, vamos todo mundo voltar a ser triste e reclamar que tem de trabalhar!
porque né, carnaval tem dessa coisa de instantaneamente todo mundo ser feliz como se não tivesse mais dívidas. As pessoas se sentem na obrigação de ser super alegre e pular em algum bloco.
e GENTE... não é porque é carnaval que vocês tem a obrigação de se divertir, não precisa ficar com vergonha de se sentir entediado.
eu fiquei entediada em alguns momentos... eu e namorado na nossa viagem. porque passar carnaval no rio esse ano seria agonizante demais pra mim, então subimos a serra e nos escondemos numa pousada bem longe de toda a bagunça e agitação do carnaval.
achei produtivo, a começar pela feijoada que comi no domingo que foi algo assim abençoado por deus e bonito por natureza.
a natureza, inclusive, estava ótima. recomendo.
muito mosquito me picando mas fora isso tudo ótimo, temperatura agradabilíssima.
as partidas de xadrez que nós jogamos também foram super divertidas, exceto pela parte que eu só perdi.
e jogamos pôquer.
e sinuca!
e meu deus, estávamos quase numa casa de repouso para idosos.
foi ótimo!
porque né, carnaval tem dessa coisa de instantaneamente todo mundo ser feliz como se não tivesse mais dívidas. As pessoas se sentem na obrigação de ser super alegre e pular em algum bloco.
e GENTE... não é porque é carnaval que vocês tem a obrigação de se divertir, não precisa ficar com vergonha de se sentir entediado.
eu fiquei entediada em alguns momentos... eu e namorado na nossa viagem. porque passar carnaval no rio esse ano seria agonizante demais pra mim, então subimos a serra e nos escondemos numa pousada bem longe de toda a bagunça e agitação do carnaval.
achei produtivo, a começar pela feijoada que comi no domingo que foi algo assim abençoado por deus e bonito por natureza.
a natureza, inclusive, estava ótima. recomendo.
muito mosquito me picando mas fora isso tudo ótimo, temperatura agradabilíssima.
as partidas de xadrez que nós jogamos também foram super divertidas, exceto pela parte que eu só perdi.
e jogamos pôquer.
e sinuca!
e meu deus, estávamos quase numa casa de repouso para idosos.
foi ótimo!
Pérola da Semana
"Tem uma parte do meu cérebro que eu chamo de lixeira, que é onde eu guardo fórmulas matemáticas, nomes de pessoas e a opinião de vocês"
Por @ivandalismo no twitter
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pérolas
alma gêmea, bate coração
todo mundo tem um dia ruim. só que por acaso às vezes esses dias vão se sucedendo e você tem assim 16 dias ruins de uma vez só. mas aí é coincidência. Acho.
não tá fácil, amigos. eu bem desconfiei que era perigoso vir aqui escrever que minha vida estava "razoavelmente boa". o destino tipo que riu da minha cara.
dentre as coisas mais pitorescas que aconteceram nos últimos dias, estava eu na fila do mercado e havia um homem na minha frente com apenas 1 garrafa de rum pra pagar.
rum!
a cara dele era das mais desanimadoras possíveis. sabe uma pessoa cansada da vida? não era cansado do trabalho, cansado do calor, cansado de um dia ruim. era cansado da vida, então voltando a início do post, o dia ruim dele se sucedeu em uma vida inteira.
daí a moça do caixa parecia já conhecê-lo e ter uma certa intimidade quando perguntou se ele já comprou a fantasia do carnaval. ele deu apenas um suspiro como se dissesse 'poupe-me'.
rolou uma pequena identificação, mas né, só observei.
depois a mulher tipo super animada pergunta:
- Não vai cair na folia? os blocos estão super animados aqui no Rio.
mais uma vez ele suspirou mas dessa vez fez uma pequena pausa antes de falar, de fato. aquela pausa que limita o momento que vc mandaria alguém tomar no cu, para pensar bem e resolver apenas dizer "estou evitando tumulto e contato com as pessoas ultimamente"
aí né, eu me vi dando um abracinho nele e falando 'vamos abrir essa garrafa de rum e conversar que a gente tem muita coisa em comum'.
após pagar seu rum e pegar seu troco, o pobre homem já se direcionando para a saida ainda foi abordado por uma última pergunta da mulher que é brasileira e não desiste nunca:
- mas por que esse desânimo?
- As pessoas me cansam.
gente.
GENTE!!!
nesse momento eu já me vi tricotando os sapatinhos dos nossos filhos, porque super rolou química.
como eu disse, não tá fácil.
não tá fácil, amigos. eu bem desconfiei que era perigoso vir aqui escrever que minha vida estava "razoavelmente boa". o destino tipo que riu da minha cara.
dentre as coisas mais pitorescas que aconteceram nos últimos dias, estava eu na fila do mercado e havia um homem na minha frente com apenas 1 garrafa de rum pra pagar.
rum!
a cara dele era das mais desanimadoras possíveis. sabe uma pessoa cansada da vida? não era cansado do trabalho, cansado do calor, cansado de um dia ruim. era cansado da vida, então voltando a início do post, o dia ruim dele se sucedeu em uma vida inteira.
daí a moça do caixa parecia já conhecê-lo e ter uma certa intimidade quando perguntou se ele já comprou a fantasia do carnaval. ele deu apenas um suspiro como se dissesse 'poupe-me'.
rolou uma pequena identificação, mas né, só observei.
depois a mulher tipo super animada pergunta:
- Não vai cair na folia? os blocos estão super animados aqui no Rio.
mais uma vez ele suspirou mas dessa vez fez uma pequena pausa antes de falar, de fato. aquela pausa que limita o momento que vc mandaria alguém tomar no cu, para pensar bem e resolver apenas dizer "estou evitando tumulto e contato com as pessoas ultimamente"
aí né, eu me vi dando um abracinho nele e falando 'vamos abrir essa garrafa de rum e conversar que a gente tem muita coisa em comum'.
após pagar seu rum e pegar seu troco, o pobre homem já se direcionando para a saida ainda foi abordado por uma última pergunta da mulher que é brasileira e não desiste nunca:
- mas por que esse desânimo?
- As pessoas me cansam.
gente.
GENTE!!!
nesse momento eu já me vi tricotando os sapatinhos dos nossos filhos, porque super rolou química.
como eu disse, não tá fácil.
A monografia - parte I
Começa hoje aqui uma nova novela: A monografia.
gostaria de compartilhar com vocês ao longo do ano essa saga da minha vida, que se inicia agora e com fé no Divino eu termino em dezembro.
porque né, vai render essa porra - ou não - enfim, só sei que eu já estou tendo aula de TCC I e preciso elaborar um pré projeto. to com uma ideia bem razoável na cabeça e já tenho conversado com uma professora que está cotada para minha orientadora no semestre que vem.
ela tem sido super solícita e me enviado textos que falam do assunto. vou lendo aos poucos e daqui a 1 ou 2 meses pretendo estar com minha decisão.
daí pra me auto trollar fui dar uma lida no meu Personare achando que ele pudesse me dizer algo relevante sobre essa etapa acadêmica da minha vida:
"... um aspecto favorecido nesta fase é a vida sexual, pois este é um momento em que você se percebe com mais destreza e habilidade para as questões eróticas".
ri-sos
o mais perto que cheguei de erotismo essa semana foi ver um casal de rouxinol copulando numa árvore em frente a janela do meu quarto.
aguardem cenas dos próximos capítulos.
gostaria de compartilhar com vocês ao longo do ano essa saga da minha vida, que se inicia agora e com fé no Divino eu termino em dezembro.
porque né, vai render essa porra - ou não - enfim, só sei que eu já estou tendo aula de TCC I e preciso elaborar um pré projeto. to com uma ideia bem razoável na cabeça e já tenho conversado com uma professora que está cotada para minha orientadora no semestre que vem.
ela tem sido super solícita e me enviado textos que falam do assunto. vou lendo aos poucos e daqui a 1 ou 2 meses pretendo estar com minha decisão.
daí pra me auto trollar fui dar uma lida no meu Personare achando que ele pudesse me dizer algo relevante sobre essa etapa acadêmica da minha vida:
"... um aspecto favorecido nesta fase é a vida sexual, pois este é um momento em que você se percebe com mais destreza e habilidade para as questões eróticas".
ri-sos
o mais perto que cheguei de erotismo essa semana foi ver um casal de rouxinol copulando numa árvore em frente a janela do meu quarto.
aguardem cenas dos próximos capítulos.
untitled
sei que alguns já questionaram que esse blog anda sem graça e parado. eu sei muito bem.
já tratei desse assunto aqui, mas não me custa reforçar.
acontece que toda vez que minha vida se encontra razoavelmente boa, tranquila, eu não vejo muito sentido em vir escrever. Porque é assim que tenho me sentido, estou feliz, estou sabendo lidar com a minha vida (do meu jeito tosco, mas ainda assim sei) estou relaxada quanto a algumas coisas então acabo sem criatividade, sem vontade e sem capacidade de elaborar um único parágrafo sequer.
minha tia, leitora assídua do blog, inclusive, me disse que tenho alma de artista.
porque artista tem dessas coisas, em momentos felizes não produzem grandes coisas, mas suas melhores e mais memoráveis obras foram feitas em um momento de tristeza ou depressão, sabe. Não sei se me sinto assim nesse nível de credibilidade, acho que não chega a tanto, embora seja bastante confortável pensar assim.
de qualquer modo, melhor pra mim é pensar apenas que estou apenas bem e que quero continuar assim por um bom tempo, mesmo que isso custe meu blog.
é aquela máxima de abrir mão de algumas coisas para dar espaço para outras.
já tratei desse assunto aqui, mas não me custa reforçar.
acontece que toda vez que minha vida se encontra razoavelmente boa, tranquila, eu não vejo muito sentido em vir escrever. Porque é assim que tenho me sentido, estou feliz, estou sabendo lidar com a minha vida (do meu jeito tosco, mas ainda assim sei) estou relaxada quanto a algumas coisas então acabo sem criatividade, sem vontade e sem capacidade de elaborar um único parágrafo sequer.
minha tia, leitora assídua do blog, inclusive, me disse que tenho alma de artista.
porque artista tem dessas coisas, em momentos felizes não produzem grandes coisas, mas suas melhores e mais memoráveis obras foram feitas em um momento de tristeza ou depressão, sabe. Não sei se me sinto assim nesse nível de credibilidade, acho que não chega a tanto, embora seja bastante confortável pensar assim.
de qualquer modo, melhor pra mim é pensar apenas que estou apenas bem e que quero continuar assim por um bom tempo, mesmo que isso custe meu blog.
é aquela máxima de abrir mão de algumas coisas para dar espaço para outras.
fora de órbita mode on
As aulas na faculdade voltaram ontem. e eu fui né?
fui porque não arrumei nada melhor pra fazer, porque cá entre nós ontem eu tinha tudo menos vontade de ir pra aula.
aliás, pra ser muito sincera ontem eu não tinha vontade de ir pra lugar algum, queria muito ter ficado o dia inteirinho no ar condicionado do meu quarto debaixo de meus lençóis.
daí cheguei um pouco cedo e resolvi passar na cantina pra comprar um refrigerante. o tio me entregou junto com o canudo que veio fechado num plástico.
eu, super inteligentona, abri o plástico, tirei o canudo e... joguei no lixo.
assim nesse nível... e eu fiquei lá com o plástico na mão sem saber o que fazer e tentando entender onde foi que tudo começou a dar tão errado.
porque as férias causam esse efeito meio leseira em mim, sabe. não que meu processo cognitivo seja lá super eficiente, mas em tempo de férias é quase nulo.
pra completar, namorado foi me buscar após a aula e chegando em casa me despedi, peguei a chave de casa quando percebi que algo me impedia de sair do carro. fiquei tentando e tentando, quando não mais que de repente, namorado com uma cara de "pobrezinha dela" diz:
- amor, se você soltar o cinto de segurança, talvez, você consiga sair.
precisamos comentar mais alguma coisa?
precisamos?
foi o que imaginei.
fui porque não arrumei nada melhor pra fazer, porque cá entre nós ontem eu tinha tudo menos vontade de ir pra aula.
aliás, pra ser muito sincera ontem eu não tinha vontade de ir pra lugar algum, queria muito ter ficado o dia inteirinho no ar condicionado do meu quarto debaixo de meus lençóis.
daí cheguei um pouco cedo e resolvi passar na cantina pra comprar um refrigerante. o tio me entregou junto com o canudo que veio fechado num plástico.
eu, super inteligentona, abri o plástico, tirei o canudo e... joguei no lixo.
assim nesse nível... e eu fiquei lá com o plástico na mão sem saber o que fazer e tentando entender onde foi que tudo começou a dar tão errado.
porque as férias causam esse efeito meio leseira em mim, sabe. não que meu processo cognitivo seja lá super eficiente, mas em tempo de férias é quase nulo.
pra completar, namorado foi me buscar após a aula e chegando em casa me despedi, peguei a chave de casa quando percebi que algo me impedia de sair do carro. fiquei tentando e tentando, quando não mais que de repente, namorado com uma cara de "pobrezinha dela" diz:
- amor, se você soltar o cinto de segurança, talvez, você consiga sair.
precisamos comentar mais alguma coisa?
precisamos?
foi o que imaginei.
hit me, baby, one more time
se é que existe alguém que ainda não saiba, eu faço jornalismo. E NÃO... não adianta perguntar o motivo porque eu já nem sei mais. talvez, o desejo inicial foi motivado pelo fato de eu adorar escrever, só que a minha infantil inocência de alguns anos atrás não me permitia perceber que ser jornalista é muito mais que escrever.
bem achava que ser jornalista era passar o dia sentado dentro de uma redação esperando as informações chegarem na minha mão e meu único trabalho era dar sentido a elas e formar um texto.
ledo engano, meus caros. ledo engano.
jornalista corre, literalmente, atrás da informação. a gente é ignorado, evitado. batem o telefone na nossa cara. e a gente tem que se virar nos 30 pra conseguir tirar aquela informação daquela pessoa, que geralmente em nada facilita pra gente.
ou seja, ser jornalista é lidar com o ser humano.
e todo mundo que me conhece bem ou acompanha esse blog pelo menos 1 mês sabe que lidar com o ser humano não é algo que eu saiba fazer muito bem, né.
um curso que eu jamais faria, por exemplo, é psicologia. deus me livre, tenho pavor. imagina ter que lidar com as lamentações alheias. e se o indivíduo começa a chorar na minha frente então, o que eu faria?
choraria junto, provavelmente.
daí que ontem no trabalho eu tive um dia que eu chamo de "dia de sorte". (risos) meu conceito de sorte já é tão irrelevante, então fiquem aí com a leve ideia de quão cagado tudo está.
fui entrevistar um cara que me tratou super bem, foi tão solícito, puxou cadeira pra eu sentar, recusou duas ligações porque "estava ocupado atendendo a uma jornalista" e eu quase pedi um abraço enquanto pensava meu deus! onde você esteve todos esse anos? porque uma criatura dessa não se vê por aí em qualquer esquina.
emocionei.
as horas que se seguiram foi eu - no trabalho - acessando um site pra fazer teste vocacional e tentar descobrir no que mais eu poderia investir profissionalmente.
resultado: artista plástico
vou ali tacar a cabeça na parede e já volto.
bem achava que ser jornalista era passar o dia sentado dentro de uma redação esperando as informações chegarem na minha mão e meu único trabalho era dar sentido a elas e formar um texto.
ledo engano, meus caros. ledo engano.
jornalista corre, literalmente, atrás da informação. a gente é ignorado, evitado. batem o telefone na nossa cara. e a gente tem que se virar nos 30 pra conseguir tirar aquela informação daquela pessoa, que geralmente em nada facilita pra gente.
ou seja, ser jornalista é lidar com o ser humano.
e todo mundo que me conhece bem ou acompanha esse blog pelo menos 1 mês sabe que lidar com o ser humano não é algo que eu saiba fazer muito bem, né.
um curso que eu jamais faria, por exemplo, é psicologia. deus me livre, tenho pavor. imagina ter que lidar com as lamentações alheias. e se o indivíduo começa a chorar na minha frente então, o que eu faria?
choraria junto, provavelmente.
daí que ontem no trabalho eu tive um dia que eu chamo de "dia de sorte". (risos) meu conceito de sorte já é tão irrelevante, então fiquem aí com a leve ideia de quão cagado tudo está.
fui entrevistar um cara que me tratou super bem, foi tão solícito, puxou cadeira pra eu sentar, recusou duas ligações porque "estava ocupado atendendo a uma jornalista" e eu quase pedi um abraço enquanto pensava meu deus! onde você esteve todos esse anos? porque uma criatura dessa não se vê por aí em qualquer esquina.
emocionei.
as horas que se seguiram foi eu - no trabalho - acessando um site pra fazer teste vocacional e tentar descobrir no que mais eu poderia investir profissionalmente.
resultado: artista plástico
vou ali tacar a cabeça na parede e já volto.
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